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O que você tem colocado no seu prato?

Postado porAmanda Ribeiro em

A alimentação é um pilar muito importante quando queremos adotar uma vida mais sustentável, mas que muitas vezes passa batido.

Existem algumas escolhas alimentares mais conscientes, dentre elas o veganismo é a que mais se destaca! Separamos o texto em alguns tópicos neste blog, e pedimos que mesmo que você ainda torça o nariz quando pensa em veganismo, abra o coração e a mente, porque os dados que vamos apresentar a seguir também te deixarão de boca aberta!

Afinal, o que é o veganismo?

É um movimento que segundo a definição da Vegan Society, “busca excluir, na medida do possível e do praticável, todas as formas de exploração e de crueldade contra animais”. 

Um vegano exclui componentes de origem animal em todos os setores de consumo, da sua alimentação, roupas (como couro e lã) à produtos de limpeza e cosméticos. Também não utiliza nada que foi testado em animais, ou transportes em animais (como andar a cavalo). Mas como o assunto hoje é alimentação, vamos nos reter a essa parte.

Na prática:

No caso da alimentação, carnes, leites, ovos, mel ou quaisquer outros componentes de origem animal e derivados são cortados da dieta. Ou seja, todos os alimentos (naturais ou industrializados) isentos de exploração ou componentes de origem animal são considerados veganos.

Mas afinal, quais os benefícios de uma dieta sem nada de origem animal?!

Impactos da agropecuária:

De acordo com a WWF, uma dieta sem o consumo de carnes no geral tem o potencial de ajudar na redução de até 35% a Pegada Ecológica relacionada a alimentos (cálculo com base em residentes da cidade de São Paulo).

Estima-se que a pecuária é responsável por 14,5% das emissões de gases do efeito estufa, porcentagem que ultrapassa a dos meios de transporte. Esse dado é  da FAO, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura.

Para você ter ideia, o consumo de 1kg de carne bovina libera na atmosfera tantos gases relacionados ao efeito estufa quanto dirigir um carro por 1600km, considerando os gastos da produção à distribuição dessa carne. 

E tem mais: segundo a ONU, mais de 80% do desmatamento no Brasil entre 1990 e 2005 tem relação com o consumo de carne, sendo a pecuária a responsável pela maior parte do desmatamento na Amazônia Legal (informação do Governo Federal), já que maior parte da criação de rebanho no território nacional se deu nesta região. 

Um levantamento apresentado pelo Conselho Empresarial Brasileiro para o desenvolvimento sustentável (CEBDS) e pela Agência Alemã para a Cooperação Internacional (GIZ), mostra que para cada R$1 milhão da receita de pecuária bovina, são gerados R$22 milhões em impactos ambientais. Essas informações estão no relatório "Exposição do Setor Financeiro ao Risco do Capital Natural".

Além de tudo isso, a pecuária responsável por 72% do consumo mundial de água em 2016, também de acordo com a FAO.

 

Consumo de ovos e mel:

Em relação à produção de ovos, uma pesquisa divulgada pela Universidade de Oviedo (Espanha), revelou que em granjas industriais, cada dúzia de ovos tem o mesmo impacto que 2,7 kg de CO2 no meio ambiente.

As granjas industriais também são culpadas pela grande poluição de água. Isso porque despejam dejetos de bilhões de animais em corpos d’água. Aqui no Brasil existem milhares de granjas industriais, e segundo dados do governo dos EUA, uma granja lotada pode se igualar facilmente a uma pequena cidade quando o assunto é produção de dejetos.

Esses dejetos também são borrifados com pouco (ou nenhum) tratamento em campos, com chances de contaminar a água, o solo e o mar da região. Eles possuem, além de outros contaminantes, antibióticos que são inseridos na alimentação de engorda da granja, e já foram detectados como contaminantes de água subterrânea, superficial e encanada, segundo a FAO.

Em relação ao mel, o não consumo vem por conta da exploração das abelhas. Além de tudo, algumas apiculturas acabam não fazendo a manutenção adequada das colmeias e gerando a exaustão dos insetos.


Segunda sem carne:

De acordo com a Sociedade Vegetariana Brasileira, uma pessoa que deixa de consumir  em um dia ovos (24g), carnes (311g), e leite junto com seus derivados (430ml) tem o seguinte impacto:


-Economiza 14kg de CO2 liberados na atmosfera;

-7kg de grãos (principalmente soja) que seriam  usados para a ração dos animais;

- 3.400 litros de água;

- 24m2 de terras desmatadas.


Isso mostra como um único dia da semana pode fazer uma diferença enorme! Imagina todos os dias assim? 


Para deixar a alimentação ainda mais sustentável:

Como dissemos no início deste texto, um alimento vegano pode ser natural ou industrializado. Mas como estamos abrindo este espaço para falar de sustentabilidade, vamos acrescentar dicas de como deixar uma alimentação vegana ainda mais sustentável (lembrando que essas dicas também são aplicáveis a quem ainda não é vegano!)

  1. Evite industrializados. Com isso você deixa de consumir embalagens plásticas, diminui a quantidade de CO2 no planeta (pelo custo que seria gerado na produção e distribuição do produto) e evita composições com muitos conservantes e químicos.
  2. Compre orgânicos ou plante em casa. Os agrotóxicos são responsáveis por inúmeros danos ambientais, vimos no texto como ele também prejudica a vida das abelhas, mas não só ela. Eles poluem as águas e o solo das regiões próximas onde é utilizado.
  3. Dê preferência aos produtores locais: além de estimular a economia da sua cidade, o gasto de CO2 para os alimentos chegarem à sua mesa será bem menor!
  4. Ao comprar seus vegetais, leve sempre sua sacola reutilizável. É um hábito muito simples, mas que a cada ida ao supermercado ou feira, você já deixará de consumir várias sacolinhas plásticas!

Esperamos que essas dicas possam te ajudar a ter uma vida mais consciente e sustentável. E considere o veganismo, além de ser sustentável é uma ótima opção para a sua saúde e para os animais!

Conta pra gente o que você faz para ter uma alimentação mais consciente e sustentável!




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